Se na cauta esvai-te de instinto
pra dentro de ti mesmo, na pupila estreitada
O que vem exímio, belo e distinto
É o cárcere dissolvido em toda essa estrada.
Como quando a gente vai crescendo
E de tudo o muito é pouco e sabe nada
de tudo que é muito e toda escada
sobe ou desce assim dependendo.
E o excerto de tudo o que foi martírio
Na melancolia a desventura e o peito angustiado
Assim como num segundo o orvalho pousa no lírio
Da dor surge o fado.
Assim o meu amor, contudo, é indefinível
Sido à deriva do absinto e da mágoa
Do granizo que pisa a sandália e da água
Que desce de um céu fúnebre e indizível.
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